"Bah, esse almoço tava muito bom. Tô embugada."
"Tá o quê???"
E pronto. Foi o suficiente pra desenrolar-se uma gigantesca discussão acerca do termo.
Embugar-se: do meu dicionário, significa comer pra caramba, encher o pandulho, ficar cheia. Sim, sinônimos grosseiros, mas são os que melhor se encaixam.
O corretor aqui, enquanto digito, insiste em dizer que a palavra embugada deve estar errada. Ela está sublinhada de vermelho.
Embugado. Embugado. Embugado. Embugado. Embugado. Embugado. Embugado. Embugado. Embugado. Embugado. Embugado. Embugado. Embugado. Embugado. Embugado. Embugado. Embugado. Embugado.
Chupa essa, Chrome.
Enfim, regionalismos são regionalismos. Meu embugado para um paulista, jamais terá a mesma força que se dito para um conterrâneo. A força de algumas palavras simplesmente não existem, quando direcionadas para um público que não está apto a recebê-las.
Mesma coisa que pedir o 8x7 pra Dona Gimenez.
Nós, como comunicadores, devemos atentar para esse "detalhes" que,via de regra, são o sucesso ou a desgraça de uma ação comunicacional eficaz.
Análise de públicos, compreensão do que é buscado por eles, o vínculo nas relações organização-colaborador / organização-imprensa / organização-sociedade deve ser forte, para sustentar estratégias.
E deixar todos, sociedade e organização, embugados de satisfação.
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